Poesias Pesadas

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sábado, 25 de março de 2017

terça-feira, 14 de março de 2017

Minha maior alegria

Minha maior alegria
é ter aprendido
a escrever bem
sem ter feito faculdade de letras,

é realmente um gostinho especial
esse de aprender
sozinho,

Sou complicado

Eu acho mesmo
que sou complicado,
endiabrado.

Acho mesmo
que é
assim
desse jeito.

lei do retorno

O que me conforta
é a certeza
de que
o que veio pra mim
vai retornar
a sua origem,

Não duvide de mim

Não duvide de mim
porque eu tenho
determinação
e responsabilidade,
e não disisto de melhorar

O assédio

Sou contra,
sou mais
a favor
do desassédio,

deixar as pessoas
livres a vontade,
mais legal,
bem melhor
e bom também.

A tirulipa

A tirulipa
muito alegre
e faceira,

contente
e alviçareira
pela trepadeira
sua companheira
bandoleira.

A doença

A doença
é uma coisa grave,
perversa,

que vai corroendo,
degradando
as pessoas,

Estrada profunda

A minha estrada
parece longa
profunda

e quanto mais eu ando
mais longa ela se torna.

Eu caminho por ela
e ela me leva
para as montanhas
lá no fundo,
que não chegam nunca,

essas montanhas
azuis e brancas.

Coisas que a vida nos da

São coisas
que a vida
nos dá

tão altos
e tão baixos
que confusos ficamos.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Paguei o preço

Paguei o preço
e senti o gosto
de ter consciência,

é um gosto amargo,
é o da responsabilidade,
e o da crítica
e não tem volta.

A alegria da mariposa

A alegria da mariposa
da trancosa
da gerosa
da melosa,

A abundância

A abundância
da bundância
da rebolância
da bundinha.

Flatulências

Flatulências
que abundam
nesta bunda
tão profunda,

Cometeres o foderes

Cometeres o foderes
e engravidares
a moçoila
do açougue
do portuga,

A doidera

A doidera
da bobeira
da  tonteira
da geleira,

que vai despencadeira,
baladeira
na tonteira
da topeira
da geleira,

A cantoria

A cantoria
da alegria
da folia

tocada a empolgação
e palmas
pela noite a dentro.

A correria

o dia-a-dia
é pesado,
enferrujado,

em nós empurra
pra frente
enferrujadamente,

poesia cantoril

Essa poesiazinha
que eu fiz
pra cantar
e me alegrar

poesiazinha linda
pra alegrar
e animar,

Escrever leve e escrever pesado

Escrever leve me deixa leve,
mas escrever pesado,
ah! isso me deixa pesado,

escrever leve me dá prazer,
mas escrever pesado
me faz pressão
e quanto mais pesado mais pressão,

Quando mais produzo

Quando mais produzo
é quando estou mal
de tanto enraivecer
de esquentar a cabeça,

pois isso é uma coisa
que posso fazer
estando bem ou mal,
acho que é minha vocação,
a vocação de máquina de escrever
e de computador,
por isso vou escrevendo,

Escrever sobre o que?

Escrever sobre o que,
sobre a vida,
sobre uma flor,
sobre o rio?

Agora que me
faltam palavras
e sobra dor
de cabeça
e insônia.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Maravilhoso cãozinho!

Maravilhoso cãozinho
tão delicado Dingozinho
pelo qual me apaixonei
e adotei,
tão lindo Dingozinho,
meu cãozinho,
tão sensível e medrosinho,

Menino tão puro

Menino tão puro
e tão inocente
com esse seu olharzinho
tão carinhoso
eu sou capaz de me apaixonar
e de você não mais desgrudar.

Você só pensa, menino pequeno!

Você só pensa,
só pensa,
menino pequeno,

em ser grande homem,
em seus sonhos,
em voar,
conquistar o  mundo

Aquela velha tristeza

Aquela velha tristeza
que me vem
da lembrança
daquele meu amor
que se foi
para a cidade grande

Coisas que me vêm

Coisas que me vêm
lá da cabeça,
do riacho,  da mansidão
e da criação,

coisas boas que
me vêm lá da cabeça
e me deixam orgulhoso
de ser bicho do mato,

Penso no rancho

Penso no rancho,
na vida simples
do sitio,

vida que é mansa
como a quele regato
que vai tão leve
como a pluma,
regato manso.

Agrupados aqueles cavalos

Agrupados aqueles cavalos
me fazem lembrar
do tempo em que no sítio eu vivia,
com o meu paizinho a trabalhar,

Pense menininho

pense menininho
lá naquele passarinho
tão sozinho e tão tristinho,
que canta tão baixinho,

Um sentir

Um sentir
que causa espanto
porque cresce
e abarca em sua fome
todos nós,

De um tempo tão contente

De um tempo tão contente,
em que eu corria alegremente
a olhar para aquele ribeirão
rindo largamente,

De um tempo tão contente,
em que eu menino
lá no meio de toda gente,
a gritar alegremente
a alegria de moleque,

De um tempo tão contente,
que já se foi tão tristemente,
pois os anos
e a vida
tão duramente,
trataram de arrancar
o sorriso tão contente
do menino inocente.

Eu choro a mágoa

Eu choro a mágoa
da qual
eu não consigo
me livrar,
então eu choro,

Minhas crianças

Alegria minhas crianças,
não chorem que
essas mágoas logo passam,

brinquem contentes
e não se
apoquentem
criancinhas,

Folia

Folia,
festa
e fantasia,

algazarra,
berreiro
e sapatada,

Dispenso

Dispenso
o despreparo
com que
me tratas,

Fórmulas

As pessoas
estão sempre
em busca

do
caminho
mais fácil

quarta-feira, 1 de março de 2017

Resenha e download de Poesias Pesadas

        Poesias Pesadas é um livro carregado de emoção e sombras que descreve o caminho trilhado por um homem em meio a sua estadia nesse planeta e que de tão escuro só algumas frações de luz conseguem atravessá-lo e chegar à superfície. Como em todo caminho a paisagem vai se modificando e coisas vão aparecendo enquanto outras desaparecem enquanto o herói, esse homem, segue errando e assimilando os enigmas do caminho. Esse é um caminho transcrito em forma poética existencial, mas a jornada ainda não acabou, ela apenas começou!
        O livro pode ser baixado nos links listados a baixo:

lelivros.me/?x=0&y=0&s=poesias+pesadas
https://epubr.club/poesias-pesadas-marcio-jung